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Crônica Por: Mariana Menezes

Categoria: Crônicas

Quando o amor aceita moldura

A concepção que tenho do amor é muito livre.

Não consigo pensar em um amor que se preocupe com formatos, regras, com o tom mais adequado…

No entanto, jamais poderia desconsiderar uma situação que julgo especial:

Quando o amor aceita moldura. Sempre que tenho a oportunidade de estar com alguma foto do casamento dos meus pais nas mãos, é esta a sensação que eu tenho: a de estar pegando em um amor emoldurado. A cena de um casal jovem, cheio de sonhos, planos, samambaias, parado ali na varanda da casa dos meus avós, tem uma influência muito real sobre mim, sobre o meu jeito de ver a vida e pensar o amor.

Na imagem de um dia, que eu só pude saber como foi graças aos registros fotográficos, consigo fazer as minhas inferências, as minhas leituras.

Nos olhos dos noivos, vejo uma emoção muito genuína de quem se sente no processo de construção de algo que será muito seu, muito íntimo e que, ao mesmo tempo, pertencerá em igual medida ao outro. Nos olhos deles, vejo que já existe espaço reservado para cada filho que viria, para cada experiência que seria compartilhada. Nos olhos deles, vejo desafios de dias difíceis, sem poesia, mas vejo vontade de superar e vejo amor.A fotografia pode ganhar uma moldura como um enfeite, mas jamais como clausura.

Pelo contrário, é razão de ser da foto libertar as memórias para além dos nossos muros, fazer com que elas atravessem gerações.

As fotografias de casamento, em destaque, mostram começos e recomeços de famílias, de esperanças que se encontram e que decidem seguir juntas.   Como é que pode, num pedaço de papel, ou mesmo em um arquivo digital, caber tanto amor, companheirismo, e caber a coragem de se escrever uma história, mesmo sem saber como é que vai ser, quem mais virá fazer parte de cada capítulo? Que oportunidade bonita nos garante uma foto de família!E quando a saudade bater… aquela que te pergunta como é que eram mesmo as cadeiras da varanda; se o vestido era tão bonito quanto o sorriso dela; se o nó da gravata estava bem dado e imponente como o bigode; se a expressão era de nervosismo ou se a felicidade tomou conta de tudo e virou brilho nos olhos, abra o álbum outra vez. Abra esse portal do tempo que leva a gente longe e renova a certeza de que, tudo o que se vive na vida, só vale mesmo a pena, se for vivido com entrega e com amor.

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