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Viver e ser modelo na Índia, Sonho ou Realidade?

Categoria: Cusiosidades

Por Larissa Machado

 

 

Modelando e vivendo na Índia/New Délhi – (por quatro meses.)

Sonho ou realidade?

Definitivamente foi um sonho que se tornou extremamente real. Para muitos foi uma loucura, de muitos até dizerem: “meu Deus, Índia? E se for prostituição!” Definitivamente ouvi de tudo, mas é claro que me certifiquei item por item antes de embarcar nesse sonho real. Creio eu que seria meio impossível descrever tudo que vivi, tudo que vi, acho que a Índia deve ser um dos lugares com mais tradições pelo mundo, mas espero conseguir passar algumas coisas legais. Quando começou a jornada, assim que cheguei à Índia estava um frio de congelar, minha ficha não caiu, eu me lembrava de que via a Índia somente pela novela Caminho das Índias rsrsrs e por documentários, mas o mais estranho é que sempre muitas pessoas me achavam parecida com asiáticas e eu nunca imaginei que pararia na própria Ásia. Por sinal, é um lugar que eu amo e que realmente um dos que mais ensinou! Meus primeiros dias lá não foram de descanso: já comecei a treinar e trabalhar, mas como o pessoal da minha agência eram/são uns amores, as pessoas que compunham a agência, “representavam ela” sempre levavam-nos para visitar muitos lugares e também provar as comidas de lá. Eu era um pouco/muito chata com a culinária rsrs. Meus dois chefes de lá Mauro e Shiv, como a Andreza que também trabalhava para a agência e a Esther Jamer, que é uma ex-modelo Indiana que era nossa booker (ou seja, nossa responsável), e eu sou grata a todos, por tudo! Eu tive chance de ver tudo, até um macaco tomando todinho no meio da rua, eu nunca me imaginei vendo isso! Algumas modelos me disseram para ter cuidado com ele, porque ele roubava bolsas, incrível né? Mas também, na Índia não se pode duvidar de nada, até elefante, camelo, vaca (que não se pode esquecer que é super sagrada) tem andando no meio dos carros, rsrsrs, Índia é outro planeta! Muitas pessoas me perguntam do transito de lá, gente, simulem na cabeça um parque de diversão e aquela parte dos carrinhos bate-bate, é aquilo, quase não existem sinalizações nos asfaltos e melhor, mesmo assim os acidentes são bem raros, o que me dá a entender que essa “bagunça” deles deve ter uma lógica, ás vezes eles realmente dão uns de carrinho bate-bate e melhor: eles não brigam quando batem um no outro, falam umas coisinhas e saem, o que é bem diferente daqui né? Os semáforos eu custava a ver, e quando via era uma bagunça, um abria e outros que não podiam abrir, abriam na mesma hora, uma aventura só, e bem engraçado, mas na hora era estressante. Se nós achamos que nosso País é desprovido de setas, temos que ver na Índia, que tudo é na base da buzina é “biibiipi” pra tooodos os lados, é eles buzinam o tempo todo, e quase todos os veículos tem escrito atrás (Horn ok Please) “Por favor buzine”, vai entender né? Coisas de índia!

Visitei muitos templos e as pessoas indianas são muito receptivas e singelas. Para terem ideia, você anda na rua e se sente famoso. Sim, as pessoas te param e pedem fotos e se percebe muita humildade no rosto delas. Uma coisa que não consegui me acostumar foi a comida, meu Deus, é pimenta demais. Mesmo quando você pediu sem pimenta, eles colocam, não adianta, acho que o tempero deles é somente pimenta e curry. Nessa brincadeira de não me acostumar com a comida, eu acabei emagrecendo 10 kg, não foi proposital ou pela agência, mas foi porque eu não conseguia comer rsrs.  Todos aqui no Brasil achavam que eu estava doente, (não gente, foi só a comida Indiana que não descia), mas é claro que provei alguns pratos deles, só pra não passar de liso mesmo! Também eu passei na Índia umas das festas mais importantes para a cultura Indiana, que é o dia do Happy Holi. Pra quem não sabe, o Happy Holi veio de lá. Os indianos carregam muitos significados para celebrar este dia, para eles é muito mais do que se vê, muito mais que as tintas e então é feriado na índia inteira, é uma coisa linda, você não vê ninguém limpo, estão todos com alguma gota de tinta no corpo, e todos te desejam “Happy Holi”, nos eventos vão crianças e bebês, porque realmente é um dia importantíssimo, é uma tendência deles. Algumas famílias comemoram este dia em casa. Eu recomendo quem for visitar a índia ir próximo ao Happy Holi, é uma experiência muito boa, dentre tantas outras que a índia proporciona.

 

Cada canto que eu ia, sempre via uma coisa “estranha” pra muitos países e que era tão normal pra eles. Cultura não se discute, e sim se aprende, e muito! Dentre tantas coisas encantadoras, alguma delas foi visitar vários templos, e um que me marcou muito foi o Taj Mahal, tanto sua arquitetura magnifica, quanto a história dele. Para quem não sabe, primeiramente ele não é em Nova Délhi que foi onde eu morei ele fica em Agra, e quando você está na parte de fora pra entrar, você não se dá conta do que irá encontrar, é uma coisa de sonho, eu mesma não acreditei, na verdade, até hoje fico pensando rsrs, mas Taj Mahal é uma das histórias mais importante da humanidade, e a prova de amor de um rei para uma das mulheres dele, (diria que a preferida rsrs). Para resumir, este rei construiu o Taj Mahal para poder enterrar sua esposa, lá foi construído com as coisas mais caras do mundo, recomendo aprofundarem na pesquisa, mas como na Índia não existe meio termo, este dia estava aproximadamente 60 graus, sim, meu Deus, eu quase derreti! Acabei ficando nervosa com o calor e com tanta gente, lá é muito grande, então você se cansa muito pra andar em toda região onde está localizado o castelo. Dentre tantos templos, monumentos históricos que tive o prazer de visitar, sem dúvidas o mais marcante foi mesmo o Taj Mahal, e não é a toa que é uma das sete maravilhas do Mundo! Uma coisa que percebi na Índia também, é que, se você tem alguma semelhança com pessoas asiáticas, você tem que se vestir com roupas mais comportadas. Usar short, essas coisas assim, nem pensar, e também é perigoso, porque eles podem achar que você é indiana (pelos seus traços) e então você está desrespeitando e não merece ser respeitada, é algo meio assim. E é claro que eu não poderia deixar de falar da moda indiana, que é o que encanta o mundo inteiro. Túnicas, Sarees, são peças de roupas com lindos tecidos, bastantes cores, mas o vestuário se modifica de acordo com o estado cível, linha filosófica, cerimônias religiosas e com cada estação do ano. O sári é o traje mais tradicional da Índia, e é mais usado por mulheres casadas, mais velhas e em ocasiões festivas, tem do sári mais simples ao mais luxuoso, que são os bordados mais pesados e levam até ouro (realmente são super pesados) se eu fosse falar de tudo sobre a moda de lá, daria um livro, então recomendo muito quem quer se aprofundar pesquisar, é bem interessante, até porque a Índia está crescendo cada dia mais no mundo da moda.

Só quero ressaltar o tanto que aprendi lá com tudo e todos e só agradecer imensamente por ter tido essa oportunidade. Então, que a cada leitor que ler este pequeno texto resumido do que vi e vivi na Índia, espero que possam ter a chance de ver isso de perto, que sem dúvidas é uma experiência única

Namastê!

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